Na continuação das previsões em matéria de cibersegurança para 2026, Luis Ángel Del Valle Echavarri, CEO da SealPath – Proteção Total da Informação, responde à questão:
O grande desafio reside no facto de a informação já não estar sob o guarda-chuva das nossas defesas perimetrais. Nos próximos anos, as organizações identificarão como principal risco a perda de rastreabilidade assim que os dados saem para a cloud ou chegam a um colaborador externo. Por isso, o desafio será quebrar a dinâmica de confiar apenas na identidade do utilizador, para passar a confiar na proteção inerente ao próprio ficheiro.
Outro dos desafios-chave será superar a complexidade de normas como a NIS2 e a DORA. As empresas que não conseguirem demonstrar um controlo granular e a capacidade de revogar acessos remotamente em caso de uma falha de segurança enfrentarão sanções e crises críticas de reputação. Haverá uma crescente necessidade de evidências de acesso, auditorias de utilização de dados em tempo real e sistemas de proteção que não interrompam a operacionalidade do utilizador.
Além disso, será crucial tornar a colaboração externa um processo seguro por defeito, não dependente da boa-fé do destinatário. Deve garantir-se que, se um contrato terminar ou um ficheiro for enviado por erro, o proprietário do dado possa “carregar no botão de pânico” e tornar esse documento ilegível de imediato.
No entanto, embora a tecnologia seja vital, o maior sucesso numa estratégia de proteção será conseguir que a segurança seja invisível para o negócio. Não podemos pedir a um engenheiro de CAD ou a um financeiro que acrescente passos complexos ao seu fluxo de trabalho; a proteção deve ser automática, persistente e capaz de viajar com os dados de forma transparente, permitindo que a resiliência digital seja partilhada por todos os elos da cadeia de valor.
